Mamografia de rastreamento: 
40 x 50 anos


 

Existem algumas diferenças nas recomendações acerca do início do rastreamento mamográfico.

 

Ministério da Saúde: a cada 2 anos, dos 50 aos 69 anos.

Sociedade Brasileira de Mastologia, Colégio Brasileiro de Radiologia: anual, dos 40 aos 74 anos. E após 75 anos individualizar conforme expectativa de vida.

 

Entre os 50 a 69 anos todas as sociedades médicas e programas de rastreamento de câncer de mama mundiais indicam a realização do exame - estudos apontam uma redução de 20 a 35% de mortalidade quando realizado regularmente.

 

Já entre 40 a 49 anos há grande discussão: neste intervalo a incidência do câncer de mama é menor (15-20% dos casos da doença), a frequência de mamas densas e de tumores com crescimento rápido é maior, maior taxa de falso positivo no exame (achado que podem precisar de biópsias mas não são câncer). 

No entanto estudos mostram redução de 20 a 30% da mortalidade quando realizado o rastreamento incluindo essa faixa etária.

 

E fique tranquila sobre essas diferenças na indicação. 

No Brasil mulheres a partir dos 40 anos tem amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde.

 

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Rastreamento para alto risco

 

  • Mutação BRCA 1 e 2 (ou parentes de 1o grau com mutação comprovada): a partir dos 30 anos, anual e ressonância magnética a partir dos 25 anos.
  • Portadoras de outras síndromes genéticas (como Li-Fraumeni, Cowden), ou parentes de 1o grau com mutação comprovada: a partir do diagóstico, não antes dos 30 anos, anual
  • Risco para câncer maior que 20% ao longo da vida (calculado por modelos matemáticos baseados em história familiar): iniciar 10 anos antes do diagnóstico da paciente mais jovem (não antes dos 30 anos), anual e ressonância magnética a partir dos 25 anos.
  • Irradiaçao no tórax entre 10 e 30 anos de idade: após 30 anos, anual
  • Já quem teve algumas atipias em biópsias ou cirurgias ou câncer de mama anterior deve realizar a mamografia e a ressonância magnética anualmente, a partir do diagnóstico e de acordo com a indicação do especialista.

 

Fontes: 
INCA
https://www.sbmastologia.com.br/noticias/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/
https://www.scielo.br/pdf/rb/v50n4/pt_0100-3984-rb-50-04-0244.pdf
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mitos-e-verdades-sobre-a-mamografia/4354/28/

 





E falando um pouco sobre a Campanha da SBM dessa semana....

MAMOGRAFIA ANUAL E TRATAMENTO

 

A mamografia é o exame mais indicado para detectar a doença precocemente, já que é capaz de identificar lesões que ainda não podem ser palpadas clinicamente (menores de 1cm). QUANTO ANTES detectar a doença MELHOR para as chances de cura, que podem chegar a 95%.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (@sbmastologia) recomenda que as mulheres a partir dos 40 anos realizem a mamografia anualmente e, alguns anos antes, para casos específicos de alto risco. As pacientes que apresentam mamas densas, com grande proporção de tecido glandular, devem realizar também a ultrassonografia mamária em conjunto com a mamografia. Em alguns casos, a ressonância de mamas pode ser indicada. Na presença de alguma alteração suspeita, deve ser realizada uma biópsia.

Caso seja identificado alguma alteração QUANTO ANTES iniciar o tratamento MELHOR.

Vamos celebrar a vida!

Não esqueçam: #quantoantesmelhor