Anticoncepcionais e câncer de mama

Os anticoncepcionais combinados orais (ACO) são usados desde a década de 1960.
Não parece existir aumento da mortalidade por câncer de mama, mas um discreto aumento de incidência da doença, principalmente quando seu uso é prolongado (em torno de 10 anos) e antes de uma primeira gestação.
✨ Mas esse aumento não supera o benefício do uso do ACO! ✨
Um dos estudos de maior impacto foi publicado em 2017, realizado com 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca e mostrou que o risco de desenvolver câncer de mama até os 50 anos é de 2%; para quem usou ACO por um ano o risco foi para 2,2% e para quem usou por mais de 10 anos foi para 2,76% (neste estudo foram utilizados diversos tipos de hormônios e DIU de progesterona).
Outros tipos de anticoncepcionais como minipílulas, implantes e injetáveis: poucos estudos realizados.
E o Mirena? Aumenta discretamente o risco de câncer de mama (particulamente após o segundo DIU Mirena), sendo que o benefício é maior que o risco.
E quem tem história familiar de câncer de mama?
Duas metanálises (de 1996 e 2009) mostraram que ACO não aumentou o risco nesse grupo de mulheres.
✨ Ou seja, história familiar não contra-indica o uso de ACO!
✨ Outro lado: os ACO diminuem em cerca de 30% o risco de câncer de ovário e também de endométrio e colorretal.
✨ Lembre-se: após dez anos do término do uso do ACO e risco se iguala ao risco de qualquer mulher que não faz uso de ACO.
Por isso é importante sempre passar com seu ginecologista antes de iniciar qualquer anticoncepcional e conversar sobre os riscos e benefícios de cada estratégia de anticoncepção!
=)
Fontes: WHO
Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast. Lancet. 1996; 347(9017):1713
MØrch LS, et al. N Engl J Med. 2017; 377:2228.
Iodice et al, 2010
Leia mais em:
https://www.sbmastologia.com.br/releases/anticoncepcionais-aumentam-risco-de-cancer-de-mama/